Débora Villela Petrin,

Nasceu em Piracicaba, onde cursou Direito na UNIMEP, formou-se em 1990 quando foi para Boston, EUA, onde graduou-se em Publicidade e fez Pós Graduação em Comunicação e Artes (M.A) no Emerson College. Voltou ao Brasil em 1993 e desde então reside em São Paulo. Trabalhou em várias Agências de Propaganda. Adora cinema, poesia, arte, leitura, viagens. Gosta do frio... montanhas, lareira, vinho e casacos bem aconchegantes. Define-se como alguém que está sempre projetando, sonhando com coisinhas...Aguém em busca da paz interior... essa (paz) que nos faz sentir que tudo é possível quando acreditamos que reamente seja!

....É TERMINANTEMENTE PROIBIDA A REPRODUÇÃO, COMPETA OU PARCIAL, DESTAS OBRAS SEM A PRÉVIA AUTORIZAÇÃO DO AUTOR....

 

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POESIAS

Débora Villela

 

ARMADILHA

 

Sinto-me presa

No emaranhado da teia

De tecido emborrachado

Que abraça o meu ser.

Sugando

Toda a minha morada no lago virtuoso.

Com tentáculos famintos

Tenta eliminar o meu saber.

Cilada em tom de brincadeira

Esfacelou

Meu coração em camadas sangrentas.

As bordas pontiagudas

Revelam o possível

Encontro da liberdade.

Nos fios cortantes

Esbravejo

De compaixão.

Soluço pausadamente

Com a degustação

Do sal

Molhando os meus lábios

De ingratidão.

 

 

 

SENSAÇÃO

Corpos nus rolam compactados ... Suspiros voam aos telhados de vidro .

Desejos são beijados pelo toque adocicado , d as maçãs proibidas nas noites de luar cheio .

Ursos selvagens correm afoitos , n as cavernas gélidas que exalam palidez ,

Derretendo as chamas , e m pedaços esbranquiçados ,

Lançando -os ‘a um vento uivante ...

De stemido como a lança que fere um coração ,

Divide e m partes retangulares as cores da vida cravadas, no manto esférico.

Promessas cultivadas se arrastam aos pés de galhos esmaecidos,

Sem proteção caem nos abismos com forças de ressurreição...

A chuva de granizo espalha sementes de framboesa no tapete branco,

Manchas vibrantes assolam o caminho dos corpos agora vestidos,

Pelo vermelho da sofreguidão.

Passos longos cerzidos pelo tempo, com agulhas plásticas,

Envergam caminhos vazios, na textura de algodão,

Corpos transparentes deslizam na sutileza do adeus... Abraços choram a solidão.

Palavras percorrem as curvas entre os blocos amassados,

Embaralhando o sentido real...

Desabam nos corpos simétricos a visão da luz,

Incendiária!

Corpos acasalados se vão... No anoitecer empoeirado,

Com gosto de naufrágio...

 

 

 

 

ALMA

 

Minha alma

De

Vernáculo

Escreve

Em tons pastéis.

Pincelando

A leve

Nuance esfumaçada

Das brumas da ebriez.

Nessas cores suaves

Retratos molham a sua tela

Com guaches derretidas pela ilusão.

Sombras efêmeras dançam

Na mais intrínseca movimentação

Formadas pelas figuras prosaicas

Do hemisfério da consolação.