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Ser poeta
Qualquer um pode ser poeta,qualquer um!
Mesmo sem olhos para ver,ouvidos para ouvir ou voz para se
expressar.
Ah,mas é preciso querer provar o viver,
É preciso sentir
É preciso vibrar com a música da vida,
Com a melodia das emoções,das paixões,
É preciso ver as almas encarnadas em emoção.
É preciso saber diferente o que se sabe igual,
Saborear palavras como o maná no deserto,
E mudar o princípio e o fim:
És humano,sim,
mas não és pó,apenas.
És pó...eta!
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Bôca
Bôca
entreaberta,
semi-fechada,
língua molhada,
esperta,
louca.
Bôca
carnuda,
polpa de frutas,
mel feito em gruta!
Voz muda,
rouca.
Palavra solta,
Libera desejo,
Pede um beijo.
Beijo na
bôca!
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Vaga alma.
Abro a janela e
está lá,
de novo,
o dia.
Novo dia de novo.
Perpétuo repetir
de um tudo e um nada...
Alma nova, vago o pensar;
de vagar,nova alma
está lá
em mim.
E está lá!
Vaga alma,nova de vagar.
Anseio de viver
o tudo!
e o nada
está lá!
Alma vaga!
Direitos Autorais Reservados
®Copyright 2006
Maurício S. Guimarães
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