Fabrício Mendes Pereira,

Graduado em Comunicação Social - Publicidade e Propaganda - pela Universidade de Taubaté, e trabalhando como Designer; dedico-me à poesia nas horas vagas. Estudos mais aprofundados da nossa Língua me proporcionaram uma ótica mais pura de como se é possível expressar sentimentos através de palavras. Outras paixões como música e artes em geral, complementam minha cosmovisão artística comtemporânea.

....É TERMINANTEMENTE PROIBIDA A REPRODUÇÃO, COMPLETA OU PARCIAL, DESTAS OBRAS SEM A PRÉVIA AUTORIZAÇÃO DO AUTOR....

 

________

Doc Maumau

Alan César

Ângela Torino

Arlei Fernandes

Carlos Donizeti

Carlos Espejo Guasco

Cassius Guimarães

Débora Villela Petrin

Fabrício Mendes

Giuseppe Ghiaroni

João Ribeiro

Luca Maiia

Malume

Marcio Siniscarchio

Neusa Peres

Ricardo Manzo

Roseli Busmair

Santos Neto

 

 

 

POESIAS

Fabrício Mendes

Meias...

 

Vez em quando lembro dela
Do sorriso dela
Daquela boca
E da língua... que nunca entendi

Ela falava outro idioma
Era outra a língua dela
Era de outro planeta
Ou eu é que era?

Vez em quando lembro dela
Dela descalça
Dela sem meia
E dela com meia também...

Quase sempre com meia...

Meia pressa, apressada
Meia muda, desligada
Meia surda, enfezada
Com meia feia e com meia bonita
Mas ela sempre linda!

Vez em quando lembro dela
E se eu me lembro dela
fico assim:
com a minha meia...

saudade.

 

 

 

Instante

 

Um instante que nunca passa...

É o que temos agora

Uma fração do tempo que se tornou eterno

e trouxe este ar sombrio

Morno e incerto instante

Nasce aqui um pensamento vago

Vago, não vazio.

Algo que lembra caos

Lembra frio...

Não, não existem lembranças

Do que houve antes, mas antes

O mundo foi outro; num outro dia

Quando o tempo era inda supremo

Quando o homem deus se dizia

O instante se tornou eterno

E o pensamento

Sutil, quase supérfluo...

O que restou do instante?

Nada mais...

 

 

 

BALADA DA MORTE

Difícil era dizer o que se passava
Pela mente infame do ser que rondava
A noite cálida que outrora nasceu
E nunca mais, nunca mais desapareceu.

Fácil era dizer o que ocorria
O sol o dia a vida e tudo morria
Enquanto Capuz Preto e foice na mão
Ria feliz na Praça da Escuridão

Só se ouve a gargalhada pesada
Onde nunca mais haverá luz
Nem sonho nem vida nem nada

Só se ouve o mal que seduz
No riso eterno da madrugada
Escondendo a face sob o capuz

 

 

 

 

Mosquito

Sinto meu peito menor que o de um mosquito

Apertado,

Sufocante,

Tento algum jeito de gritar, mas não consigo;

Sufocado,

Torturante;

Um inexistente abrigo no coração esquecido

Em algum lugar deste peito

Apertado,

Sufocante,

Torturado...

Sinto meu peito menor que o de um mosquito...

... o de um mosquito...

... se ao menos eu pudesse voar!

Talvez me distraísse ver tudo muito maior

Tudo muito maior; talvez me distraísse...

E se tudo fosse mesmo muito maior

A tortura,

O sufoco,

O abrigo

Abandonado,

O Vazio...

E se eu for mesmo

Um mosquito!?