João Ribeiro da Silva,

Grande voz das serestas de Itamonte, revela seu lado poético, em versos que trazem, simultâneos, o gosto pelo viver e a nostalgia pelo vivido.

Nascido em Itamonte, é poeta, cantor, um boêmio nato, a quem agrada viver os prazeres, mais que o simples prazer de viver.

....É TERMINANTEMENTE PROIBIDA A REPRODUÇÃO, COMPLETA OU PARCIAL, DESTAS OBRAS SEM A PRÉVIA AUTORIZAÇÃO DO AUTOR....

 

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Doc Maumau

Alan César

Ângela Torino

Arlei Fernandes

Carlos Donizeti

Carlos Espejo Guasco

Cassius Guimarães

Débora Villela Petrin

Fabrício Mendes

Giuseppe Ghiaroni

João Ribeiro

Luca Maiia

Malume

Marcio Siniscarchio

Neusa Peres

Ricardo Manzo

Roseli Busmair

Santos Neto

 

 

 

POESIAS

João Ribeiro

Versos para Um Boêmio

Conforma-te, caro amigo, pois passamos 
e nossa mocidade que não volta 
só traz em nossa mente velhos sonhos 
-lamentos de tristeza e de revolta!

Olha para mim, amigo, e veja 
que tudo que é bom e alegre, tudo, 
vive em meu olhar tristonho e mudo; 
e a seiva que, nova, em mim viceja, 
não é mais que o mar cansado que esbraveja 
na ânsia louca de sobreviver no mundo!

Acolhe em teu sonho a morte do passado.
E tua alma descanse em um futuro forte, 
pois, todo o ideal que vive a nosso lado 
caminha sem destino, ao sabor da sorte! 

 Itamonte 15/08/61

 

 

 

A Chuva e a Criança

Criança ainda, me punha à janela, 
A ver a chuva fria que caia, 
E o pensamento se fundia a ela,
Pois, o que era, eu mesmo não sabia.

Vinha do céu - de onde ela vinha - 
De tão bonita que era, colorida,
eu me envolvia em algo tão divino 
que era a chuva, renovando a vida.

Hoje,cansado pelo passar dos anos, 
Ainda a vejo em minha janela... 
E sinto a chuva, como os desenganos, 
Passar por mim, como eu passei por ela.

A cada gota , cristalina e pura, 
Brota na mente leve esperança, 
Embora um sonho, uma vã loucura, 
De que, a revendo ,volte a ser criança. 

 Itamonte,15/05/95