Malume,
Manoel Lúcio de Medeiros. Natural de Fortaleza, Ce, filho de Francisco Medeiros e Laís da Silva Medeiros.
Desde a infância que aprecia a poesia, escrevendo os seus primeiros versos quando tinha ainda uns 10 anos de idade. 
Amo e sou um verdadeiro admirador dos poetas e da poesia, pois a poesia é, sobretudo, um dom de Deus, para descrever o belo, a natureza, os sentimentos, e tudo que é de inspiração.

....É TERMINANTEMENTE PROIBIDA A REPRODUÇÃO, COMPETA OU PARCIAL, DESTAS OBRAS SEM A PRÉVIA AUTORIZAÇÃO DO AUTOR....

 

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POESIAS

Malume

SONETO AO SOL

Sol! Dorme o teu sono no horizonte,  
Apaga a tua luz sobre o granito! 
É lindo o teu deitar atrás do monte,  
Descansa teu calor no infinito! 
 
Sol! Leva com tua luz esta esperança,  
De ver um novo dia amanhecer! 
Eu quero me acordar como criança,  
Fazer desta infância um alvorecer! 
 
Sol! Queima no teu fogo a minha dor,  
Não quero nunca mais assim sofrer! 
Ilumina minhas horas de temor,  
 
Que eu sinta nesta luz poder vencer! 
Eu quero ver somente o meu amor,  
Comigo, nos meus braços amanhecer!
 
 
 Malume

Publicado no Recanto das Letras em 23/11/2005 
Código do texto: T75255
 

 

 

AMOR DE CARNIÇA.

 
(Sonetos de Malume) 
 
 
Eu tive um grande amor que no passado, 
Alimentou-me ao peito uma ilusão, 
E como um urubu voou por altos... 
Busquei nesta carniça um coração! 
 
Sofri uma paixão de um amor tão puro,  
Por este ser, que tudo, eu dei de mim,  
Como um perdido foge do escuro,  
Busquei neste entulho um tamborim.  
 
Toquei lá no seu peito minha saudade,  
Toquei para o seu corpo a solidão,  
E ao som do meu tambor fugiu qual louca! 
 
 
Mas ela não me ouviu só por maldade! 
Os calos deste amor trago na mão, 
Por tanto desejar beijar sua boca! 
 
 
 
Direitos autorais reservados. 
Malume

Publicado no Recanto das Letras em 26/11/2005 
Código do texto: T76487
 

 

SONETO DA GRANDE DESPEDIDA!

(Manoel Lúcio de Medeiros). 
 
Vou partir para distante, mas não sei se vou voltar, 
Não esqueço um só instante, o quanto pude te amar! 
Relembro ainda os momentos, que ao teu lado eu passei,  
Bem caída nos meus braços, no amor que não neguei! 
 
Vou partir para distante, mas sentindo a solidão,  
Levarei tua lembrança, dentro do meu coração,  
Como um botão desabrocha, e se transforma numa flor,  
Eu abri meu coração, te dei todo o meu amor! 
 
Estas lágrimas que descem, tecem o teu lindo rosto,  
São provas do meu amor, e do quanto por ti sofro,  
Se eu pudesse nesta hora, pediria a aurora,  
 
Que o sol que aos montes mora, te trouxesse sem demora,  
Para eu partir contigo! E pra não sentir saudade,  
Contigo na eternidade, viveria a toda a hora! 
 
Direitos autorais reservados.  
Malume

Publicado no Recanto das Letras em 21/09/2006 
Código do texto: T245963
 

 

 

SONETO DA ESPERANÇA

 
Existe uma esperança em minha vida,  
Que um dia aos meus braços vais voltar,  
O tempo vai me dar esta guarida,  
E eu sei que a saudade vou matar! 
 
Vou mandar pra longe esta distância,  
Que me implantou no peito a solidão,  
A força do amor vem da saudade,  
A esperança vem do coração! 
 
A esperança é a última que morre,  
Eu vou por toda vida te esperar,  
O sol vem tão distante e a luz corre,  
 
Assim eu vou correr pra te amar,  
Eu posso amor passar por uma sombra,  
Mas minha luz jamais vai se apagar! 
 
Malume

Publicado no Recanto das Letras em 24/11/2005 
Código do texto: T75628